quinta-feira, 11 de julho de 2013

Concurso da Liquigás: São Paulo (SP)


A Liquigás abriu concurso que oferece uma vaga para Comunicação Social (Jornalismo, RP ou Publicidade). A oportunidade é para a cidade de São Paulo. Confiram:
CARGO: Profissional Júnior – Comunicação Social
VAGAS: uma
SALÁRIO: R$ 3.353,63
INSCRIÇÕES: até o dia 22 de julho, pelo site da Fundação Cesgranrio
VALOR: R$ 60,00

Fonte: Jornalistas concurseiros

Frila em Assesoria de Imprensa: Cuiabá


A jornalista de Cuiabá Lana Motta está procurando alguém para um período de dois meses em assessoria de comunicação (manhã e tarde). Currículo para lana@pantanalpress.com.br. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Duas vagas para comunicação social no Exército

 
Estão abertas as inscrições para o Curso de Formação de Oficiais do Quadro Complementar do Exército, que esse ano oferece duas vagas para Comunicação Social. O concurso é de carreira, o candidato entra no cargo de 1º tenente e pode ir até tenente-coronel. Só pode participar quem tiver até 36 anos em 31 de dezembro de 2014.

O candidato que for aprovado em todas as etapas fará um curso de formação de aproximadamente oito meses em Salvador/BA. Só ao final do curso saberá quais as localidades de trabalhos oferecidas e poderá escolher de acordo com sua classificação.

CARGO: Comunicação Social

VAGAS: duas

SALÁRIO: em torno de R$ 6.000,00 (bruto)

INSCRIÇÕES: até o dia 09 de agosto, no site da EsFCEx

VALOR: R$ 110,00
 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

De cara nos livros

Fonte: Diário de bordo de um concurseiro

Vaga na área de Comunicação Social da Sudene


A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), cuja sede fica em Recife-PE, abriu concurso público que oferece uma vaga para as áreas de Comunicação Social. Confiram:CARGO: Analista Técnico Administrativo – Comunicação Social

VAGAS: uma
SALÁRIO: R$ 3.980,62
CARGA HORÁRIA: 40 horas semanais
INSCRIÇÕES: de 18 de julho a 12 de agosto no site da FGV
VALOR: R$ 82,00
PROVAS: objetiva de Conhecimentos Gerais (Língua Portuguesa, Raciocínio-Lógico Matemático, Conhecimentos Gerais e Legislação Institucional) e de Conhecimentos Específicos + discursiva. As provas serão realizadas na cidade de Recife em 15 de setembro.

sábado, 6 de julho de 2013

P3K Comunicação busca Jornalistas para atuar com redes sociais e gestão de conteúdo


Atribuições:

Fomentar participação da marca em ações pontuais e inovadoras
Gerenciar canais em mídias sociais (produção de conteúdo, pesquisa, postagens e métricas)
Produzir conteúdos
Revisar ortografia de materiais produzidos
Fazer cobertura de eventos
Auxiliar na produção de conteúdo para comunicação interna

Local de trabalho: Rua Irmã Pia, 422, salas 302/303. Jaguaré – São Paulo, SP

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Jornalista não planeja futuro nem reflete sobre profissão, diz estudo

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O perfil do jornalista mudou. A nova geração é hegemonicamente feminina, com menos de 35 anos, não sindicalizada, de formação política débil, massacrada pelo tipo de empregabilidade a que está submetida e pela  densificação do trabalho. As evidências desta realidade estão reunidas no livro As mudanças no mundo do trabalho do jornalista (Editora Atlas, 2013), organizado por Roseli Figaro, professora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) da ECA. O livro conta com textos de Rafael Grohmann e Cláudia Nonato, doutorandos do CPCT, além de préfácio de José Marques de Melo, jornalista e um dos fundadores da ECA. Em 1972, Melo e o também professor da ECA, Jair Borin, traçaram o “perfil do jornalista profissional em São Paulo” da época, relatório reproduzido no pósfácio desta edição.

A pesquisa foi construída a partir de 2010 com quatro tipos de amostras. Os componentes do Grupo A foram captados por redes sociais, principalmente via email. Uma segunda amostra abordou os profissionais do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (Grupo B). Jornalistas contratados de uma grande empresa editorial de São Paulo compuseram o Grupo C. A quarta amostra utilizou como critério jornalistas freelancers (Grupo D).

Do cruzamento desses dados, o grupo percebeu, sob o ponto de vista quantitativo, que os jornalistas sócios do sindicato são majoritariamente homens e de gerações mais velhas, com mais de 35 anos. Nos outros grupos de amostragem, destacaram-se mulheres jovens não sindicalizadas. Houve, portanto, uma mudança do perfil dos jornalista por gênero e também a constatação de que os jovens se sindicalizam menos.

Roseli conta que, durante a análise qualitativa, surgiram questões dos jornalistas relacionadas ao engajamento e descrédito na organização enquanto categoria. “Acredito que isso se dê pela atual situação de empregabilidade e pela precarização desses laços, que tornam a questão da sindicalização e da organização muito frágeis”, afirma.

Uma das perguntas do questionário queria saber se o profissional encontrava tempo para planejar sua vida – se tem conseguido planejar para curto, médio ou longo prazo, ou não tem conseguido planejar. Os resultados apontaram que os mais jovens e os profissionais freelancers são os que menos têm conseguido planejar. “Isso quer dizer trabalhar hoje, para consumir hoje e não saber como será seu trabalho no ano que vem”, explica a professora. Ela aponta que essas pessoas, com instabilidade e dificuldade em se relacionar com o mundo do trabalho, não vislumbram soluções coletivas – como sindicalizar-se ou organizar-se para pleitear melhores condições de trabalho –, mas sempre saídas individuais como, por exemplo, arranjar mais um emprego. “A solução de classe jornalística parece que se esvai”,acrescenta Rafael Grohmann.


Clilque para aumentar / Foto: divulgação

O doutorando considera que os jornalistas mais jovens têm uma perspectiva “ajustada às prescrições do sistema econômico capitalista” no sentido, por exemplo, da valorização do empreendedorismo. Ele avalia que pouquíssimos entrevistados iam contra o pensamento contra hegemônico.

Roseli relata falas daquele profissional que não se encontra nas grandes mídias e que procura trabalho em mídias alternativas para se realizar enquanto jornalista. “Ele não se via respondendo aos paradigmas da profissão, como a aspiração do jornalista como mediador social, seu comprometimento com as causas da verdade, da democracia, da cidadania nas grandes mídias”, aponta Roseli. Ela ressalta que esse tipo de profissional só conseguia suprir seus anseios quando ele mesmo se patrocinava, trabalhava de graça ou batalhava para publicar material próprio e independente em sites e revistas alternativas. Quando esse profissional conseguia colocar pautas alternativas na grande imprensa, Grohmann relembra que o termo utilizado era “contrabandear informação”.

Grohmann questiona também até que ponto os jornalistas estão discutindo política na sua formação. Ele relembra dois relatos. Um, de uma menina que dizia fugir da aula de política na faculdade. Outro, de uma pessoa que afirmava não saber a diferença entre PMDB e PSDB e que também não demonstrava interesse em aprender, pois não se interessava pelo assunto e preferia que Paulo Maluf escrevesse uma matéria sobre política do que ela.

No livro, enquanto Cláudia Nonato focaliza o segmento dos jornalistas sindicalizados em São Paulo, Grohmann trabalha o jornalista como receptor, buscando compreender quais os produtos culturais preferidos pela categoria.

Ele percebeu que, embora o jornalista acesse mídias alternativas, o que ele mais segue ainda é a mídia tradicional e grandes veículos de comunicação. E a busca, geralmente, está mais ligada ao seu trabalho do que à obtenção de informação em si. “Ele assiste à televisão para criticar o trabalho dos outros ou então para melhorar seu próprio desempenho. O jornalista nunca desliga, mesmo quando está no sofá de casa”, aponta Grohmann. O pesquisador retoma a questão do ajustamento às prescrições do sistema econômico capitalista, afirmando que o jornalista chega, em sua crítica, no máximo a “que off ruim, essa manchete não está boa, essa passagem não ficou legal”, e não consegue atingir críticas ideológicas mais profundas.

O doutorando critica também a existência esporádica, dentro das faculdades de jornalismo, do debate do jornalista enquanto profissional, justamente em um momento em que a categoria presencia uma séria de demissões. “O jornalista poucas vezes se pensa enquanto trabalhador, ele é o super-herói, o salvador da pátria”, explica. “Mais do que os dados quantitativos, acho que o maior crédito do nosso livro é provocar essa discussão. A classe dos jornalistas está trabalhando muito e não está olhando direito para essas questões tão fundamentais”, afirma Grohmann.