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sábado, 20 de outubro de 2012

Correria obriga profissionais a fazer tudo mais ou menos



Já reparou que agimos como o pato, que voa, anda e nada, mas não é perito em nenhuma das três atividades?

Normalmente, a correria do dia a dia nos obriga a fazer muitos trabalhos ao mesmo tempo. A jornada que era para ser de oito horas diárias pode facilmente se estender por onze, doze ou infinitas horas extras (sem hífen de propósito!), gerando stress, cansaço e talvez alguns erros. Tudo para que nenhum assunto pare em nossas mãos e venhamos assim a ser cobrados por lentidão e/ou ineficiência.

A tentação é agir como o pato. O pato voa, o pato anda e o pato nada. Infelizmente, porém, não é perito em nenhuma das três atividades. A bem da verdade, realiza tudo de maneira bem capenga.

Pode até parecer inevitável, mas levar a vida assim é arriscado. A única fase da vida profissional onde podemos pagar um pouco o pato é durante o estágio profissional. Mesmo assim, sem exageros, já que a fase do estagiário coitadinho, acuado e largado no canto do escritório olhando para o micro com cara de sofrimento, chegou ao fim. Ninguém vai apostar as fichas de uma possível efetivação em alguém que faça tudo meia-boca como padrão. 

Leia a íntegra do texto de William Mazza publicado no ClickCarreira.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Correria e surpresas na pauta marcam o dia a dia de cinegrafistas


Sem pauta definida e sem saber quem será a equipe. É assim que o dia de um cinegrafista começa. Diante da imprevisibilidade que cerca a carreira, profissionais do SBT, Bandnews, ESPN e Gazeta conversaram com o Comunique-se sobre os bastidores da profissão.

"A gente sai pautado para uma matéria e aí as coisas vão mudando", explica o colaborador da ESPN, Nelson Batista. Há 13 anos na emissora, o profissional traz aprendizado de casa. "Acompanhei muito o meu pai, que foi cinegrafista da TV Cultura por mais de 20 anos", conta. De acordo com ele, que já cobriu reportagens com o ex-presidente Lula e, recentemente, as Paraolimpíadas, quem quer seguir na profissão precisa se atualizar sempre. "O mercado é fechado e é preciso estudar bastante, mas o que vale mesmo na nossa profissão é a prática e a experiência".

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Mercado para cinegrafistas é bom, mas é preciso se especializar (Imagem: Divulgação)
Na Bandnews há 5 anos, Cledisvaldo de Oliveira conta que a maior dificuldade da profissão é a "muvuca" e correria de última hora. Ele partilha da mesma opinião que Batista sobre o mercado e alerta que a cada dia mais profissionais procuram vaga nesta área. "A concorrência é muita e eles estão cada vez melhores", explica.

Para o cinegrafista da Gazeta, Francisco Lopes, o trabalho fica difícil quando a equipe não está em sintonia. "É complicado quando você combina algo com o repórter e ele faz diferente". Não é raro que casos como esse aconteçam. Ele conta que, certa vez, o jornalista olhou para um lado e a câmera para outro. "Quando é gravado a gente tem a oportunidade de fazer de novo. O problema é quando é ao vivo", ressalta.

Leia mais na matéria de Nathália Carvalho
 publicada no C-SE.