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sábado, 5 de outubro de 2024

MEC e Inep divulgam resultado do Censo Superior 2023

Indicadores da pesquisa estatística revelam que estudantes com auxílio de políticas públicas se formam em maior número. MEC tem investido em ações de fortalecimento da educação superior.


O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Autarquia vinculada à Pasta, publicaram os resultados do Censo da Educação Superior 2023 nesta quinta-feira, 3 de outubro. De acordo com a pesquisa estatística, os estudantes que acessaram a educação superior federal por meio de cota em 2014 tiveram uma taxa de conclusão 10% maior que a de não cotistas, em uma década (2014 - 2023). Os indicadores de trajetória, calculados a partir do Censo da Educação Superior, apontaram, ainda, que o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) impactam positivamente no índice de concluintes dos cursos de graduação no Brasil.

O Censo da Educação Superior revela que, no último ano, 51% dos alunos cotistas da rede federal concluíram o curso, enquanto o índice entre os não cotistas foi de 41%. Ao analisar os efeitos do Prouni na taxa de conclusão, verificou-se que 58% dos beneficiários concluíram a graduação, no ano passado, contra 36% entre os estudantes que não fazem parte da política. Já o índice de concluintes entre os alunos que contam com o Fies foi 15% superior ao de quem não utiliza o auxílio: 49% para 34%.

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Cotas raciais podem ser insuficientes no Brasil, diz diretor da Casa Branca

SABINE RIGHETTI


  Zé Carlos Barretta/FolhapressMeldon Hollis, diretor da Iniciativa da Casa Branca para Universidades e Faculdades Historicamente Negras

O Brasil não pode copiar o modelo de inclusão racial no ensino superior dos Estados Unidos porque os contextos desses países são muito diferentes. A opinião é de Meldon Hollis, diretor da Iniciativa da Casa Branca para Universidades e Faculdades Historicamente Negras.
Nos EUA, os negros criaram suas próprias instituições de ensino porque não podiam frequentar as escolas dos brancos. Hoje há 110 escolas para negros. Depois, vieram as cotas para incluir aqueles que eram uma minoria (10% da população).

No Brasil, não faz sentido incentivar a criação, agora, de escolas negras. E as cotas podem ser insuficientes, diz ele, porque os negros são, aqui, metade da população.

Hollis esteve no Brasil para participar do festival Flink Sampa Afroétnica, da Faculdade Zumbi dos Palmares. Enquanto passou por aqui, ele conversou com a Folha.


domingo, 16 de dezembro de 2012

Administração Pública/SP aprova cotas para afrodescendentes em concursos

A Comissão de Administração Pública e Relações do Trabalho de São Paulo aprovou nesta semana o Projeto de Lei 214/2012, que tem como objetivo estabelecer cotas negros nos concursos públicos locais. A preposição é de autoria do deputado Alencar Santana (PT).

Conforme o texto, todos os órgãos da administração direta e indireta do governo do estado de São Paulo ficam obrigados a disponibilizar, em seus quadros de cargos em comissão e efetivos, o limite mínimo de vinte por cento de vagas para afrodescendentes.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Congresso Andes discute sistemas de cotas


Ações afirmativas e o sistema de cotas para acesso às instituições públicas de ensino superior entraram na pauta de discussão do 29º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), durante a plenária de instalação realizada no dia 26, no Centro de Convenções da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Cumprindo a deliberação do 28º Congresso do ANDES-SN, realizado em Pelotas (2009), que definiu a realização de eventos sobre a temática nas seções sindicais e secretarias regionais, o ANDES-SN promoveu, de 11 a 13 de dezembro do ano passado, em Salvador (BA), um seminário nacional para dicutir o assunto e seus participantes se reveleram favoráveis à adoção de cotas. A decisão será submetida à aprovação deste congresso durante a plenária sobre o Plano de Lutas da categoria, marcada para o dia 30 de janeiro. Fonte: Andes - SN.

Leia também: Ação Afirmativa: Audiência Pública sobre Políticas de Ação Afirmativa de Reserva de Vagas no Ensino Superior.

Atualização às 22h25 - Grupo misto do qual participei aprovou remeter para plenária seguintes deliberações referentes a etnia, gênero e classe:

TR 21

1. lutar pela imediata aplicação da licença-mqaternidade de seis meses, obrigatória a todas as trabalhadorAS;
2. realizar em 2010 Seminário Nacional sobre Violência contra a Mulher;
3. lutar pelo fim da vilência homofóbica;
4. lutar pela aprovação imediata do PL 122/06, que criminaliza a homofobia;
5. lutar e combater as formas de expressão da homofobia, do racismo e do machismo.

TR 56

1. Lutar pela implantaçãode políticas afirmativas, como parte de políticas universalistas de ace3sso e educação em seus diferentes níveis e modalidades, com a garantia de permanência, bem como acesso à pesquisa e ao mercado de trabalho.

2. Posicionar-se favoravelmente ao sistema de cotas, como política transitória paraq auniversalização do acesso e permanência à educação superior.

3. Realizar encontro Nacional em 2010 sobre democratização do acesso à universidade, políticas de permanência e de financiamento.

Acompanhe pelo Twitter: @alfredo_costa.