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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Sem segurança não existe pauta


por Caco Bressane/Agência Pública

Cartilha de segurança digital e atuação no  campo consolida alguns protocolos adotados ao longo dos anos pela Agência Pública; adquira gratuitamente.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Jornalista é alvo de mais de 60 processos judiciais após cobertura de suposta fraude no ensino no Ceará

Wellington Macedo in a screenshot from the Educação do Mal video report
Uma série de reportagens sobre uma suposta fraude em avaliações do ensino público de Sobral e outras cidades no Ceará, região Nordeste do Brasil, motivou até o momento 63 processos judiciais contra o jornalista Wellington Macedo.
Em setembro de 2018, Macedo publicou em seu canal no YouTube a reportagem em vídeo “Educação do Mal”, em que estudantes, pais e ex-professores de escolas de Sobral, Coreaú e Itapajé denunciam um suposto esquema para fraudar avaliações do ensino.
Leia mais no blog Jornalismo nas Américsas

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Abraji aciona Programa Tim Lopes de Proteção a Jornalistas para investigar assassinato de radialista em Goiás


A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) anunciou em 24 de janeiro que membros da entidade vão investigar o assassinato do radialista Jefferson Pureza Lopes, morto a tiros no dia 17 de janeiro na cidade de Edealina, no Estado de Goiás.

Esta será a primeira ação do Programa Tim Lopes de Proteção a Jornalistas, lançado em setembro de 2016 com o objetivo de investigar assassinatos, tentativas de assassinato e sequestros de profissionais da imprensa e dar continuidade às reportagens interrompidas pelos autores dos crimes.

Leia a íntegra da matéria de  Carolina de Assis  no Jornalismo nas Américas.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Governo do Paraná foi condescendente com a situação, diz Mauri König sobre ameaças após reportagem


O jornalista paranaense, Mauri König coordenou uma série de reportagens publicadas pela Gazeta do Povo sob o título "Polícia Fora da Lei", que denunciava supostos desvios de uso do fundo rotativo da Polícia Civil e o uso irregular de viaturas destinadas ao trabalho das polícias Civil e Militar e, em seguida, passou a ser ameaçado. Afastado do Brasil, ele, em entrevista ao portal Terra, explica que o governo do Paraná, estado comandado pelo tucano Beto Richa, foi condescendente com a situação. "O governo fez pouco caso das ameaças ocorridas em maio, deu pouca importância", diz.

König afirma que não tem dúvidas de que as ameaças tenham partido de setores da polícia paranaense. Ele fala ao Terra que é fundamental uma investigação sobre o caso. "A Gazeta do Povo já informou a secretaria de Segurança Pública o número dos telefones públicos de onde partiram as ligações para descobrir quem é o policial que fez o alerta e a partir dele descobrir como ele soube desta informação. Não é uma ameaça de marginais. É uma ameaça que partiu da estrutura do Estado, de agentes públicos de segurança. É mais grave que uma ameaça de delinquentes", lamenta.

Sobre sua atuação como jornalista, o profissional revela ter pensado muito sobre o assunto e que se soubesse das consequências ficaria em dúvida se faria novamente a série de denúncias que resultou em sua saída do país. "Refleti bastante sobre isso. Se eu soubesse dessas consequências, eu estaria em dúvida se faria novamente. Isto implica na vida de muita gente. A intenção era contribuir com a sociedade. Mas, tenho dúvidas se faria da forma que fiz novamente. É um preço muito alto. Não interferiu apenas na minha vida. Acaba refletindo na vida da família e aí que preocupa. O que sei fazer é jornalismo e não vou deixar a profissão. Mas, vou repensar um pouco sobre isso", comentou. Questionado, König conta que não há interesse na investigação por parte do governo porque existe um "corporativismo" em que um acoberta o outro dentro da polícia. O repórter entende que houve punições apenas para policias suspeitos de terem contribuído com informações para o veículo.

A entrevista feita pelo repórter Carlos Ohara ainda aborda os resultados das denúncias do jornalista, como os rearranjos internos na cúpula da Polícia Civil, e detalhes de como a família dele reagiu às ameaças. Via C-SE.