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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Curso de Jornalismo em Guerra: inscrições abertas para a edição 2019


Organizado pela Oboré, Curso de Jornalismo em Guerra e Violência Armada selecionará 20 estudantes, que irão atuar sob coordenação de Aldo Quiroga. Inscrições ficarão abertas até 18 de agosto.

Fonte: C-SE.

Jornalismo da Globo convive com demissão, reintegração e afastamento



Departamento da emissora passa por semana de reveses. Depois de ser afastado, Mauro Naves acaba demitido. Dispensada em meio à luta contra a Síndrome de Burnout, Izabella Camargo tem decisão judicial favorável. Marcos Uchôa, por sua vez, pede para se afastar do jornalismo da Globo.

Leia matéria no C-SE.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Facebook para Jornalismo: rede social lança projeto para se aproximar da imprensa


Via C-SE
Ciente de que conta com milhões de internautas espalhados pelo mundo que valorizam “compartilhar e discutir ideias e notícias”, o Facebook dá neste início de ano passo que visa estreitar o relacionamento de sua comunidade com a imprensa espalhado em todo o mundo. É o “Projeto Facebook para Jornalismo”, apresentado pela equipe da empresa controlada por Mark Zuckerberg nesta quarta-feira, 11. O objetivo principal do programa será “assegurar que um ecossistema saudável de notícias” ganhe força no ambiente virtual, conforme ressalta a própria rede social.
A companhia americana explica no lançamento que o projeto chega para ser uma via de mão dupla: com profissionais de mídia e empresas do setor levando aprendizado para o time da rede, por exemplo. “Hoje anunciamos um novo programa para estabelecer laços mais fortes entre o Facebook e a indústria jornalística. Nós vamos colaborar com empresas de notícias para desenvolver produtos, aprender com jornalistas quais são as melhores formas para criar parcerias e vamos conversar com publishers e educadores para entender como podemos ajudar as pessoas a se tornarem leitores informados na era digital”, relata a equipe do Facebook.
A rede social informa que o “Projeto Facebook para Jornalismo” com três núcleos principais. O primeiro será voltado à “colaboração no desenvolvimento de novos produtos”. Nessa frente, que envolverá os departamentos de produto e engenharia da companhia norte-americana, serão desenvolvidos processos conjuntos para que, por exemplo, determinadas atividades e inovações dos veículos de comunicação sejam implementadas. Com esse intuito, o setor do programa é subdividido em cinco nichos:
  • Novos formatos para contar histórias = O Facebook dará apoio para os veículos de comunicação criem conteúdos em formatos já existentes – como Live 360 e Instant Articles. A rede social entenderá quais novos modelos podem ser desenvolvidos pela empresa de mídia parceira.
  • Notícias locais = Parte em que a rede social se propõe a promover a mídia independente e/ou que atua com alcance regional. O Facebook revela que essa ideia é “embrionária”, mas que já deseja receber desde já sugestões por parte dos jornalistas e veículos interessados no projeto.
  • Desenvolvendo modelos de negócios = “Vamos continuar trabalhando em opções de monetização para os parceiros, como expandir a inserção de anúncios em transmissões pelo Live para um grupo maior de parceiros e explorar a inserção de anúncios em vídeos gravados”, afirma a equipe da rede social que informa: programa para amplificar o volume de assinaturas do título alemão Bild será iniciado – em versão beta – nos próximos dias.
  • Hackatons = Organização de grandes reuniões que visem identificar quais ações podem ser desenvolvidas por determinada empresa de comunicação. Para isso, o Facebook deixará à disposição dos publishers parceiros seus engenheiros – para que possam comandar as sessões criativas.
  • Continuar a escutar = A rede social enfatiza que seguirá, além de tudo, como ouvinte dos produtores de conteúdo. Com isso, reuniões serão feitas em todos os cantos do planeta, além da manutenção da conferência anual conhecida como F8.
O segundo núcleo do “Facebook para Jornalismo” ganhou o nome de “treinamento e ferramentas para jornalistas”. Como fica explícito na nomenclatura, a divisão cuidará de fornecer cursos e ferramentas para os profissionais que atuam na imprensa. “Iremos expandir esses treinamentos para nove idiomas adicionais, entre eles Português e Espanhol, e vamos ter uma parceria com a Poynter para lançar um currículo certificado para jornalistas nos próximos meses”, informa a companhia, que adianta: a ferramenta Crowdtangle – ferramenta que ajuda editoras a rastrear como seu conteúdo se espalha na web, mensura a performance de matérias nas redes sociais e identifica influenciadores – passa a ser gratuita a partir e agora.
Área que pode ser considera desmembrada do segundo núcleo aqui relatado do novo projeto do Facebook, a terceira divisão foi batizada de “treinamento e ferramentas para todos”. A rede social explica que ao se aproximar dos jornalistas e das empresas de mídia, todas as pessoas presentes no ambiente virtual terão acesso a novos conhecimentos e serviços. Para o público em geral, porém, o foco da companhia tecnológica será voltado ao “discernimento de notícias” e, por outro lado, o “esforço permanente para combater boatos”.
“Isso é apenas o começo de nosso esforço — nós temos muito mais para fazer. O Projeto Facebook para Jornalismo funcionará como o eixo central de nossos esforços para promover e apoiar o jornalismo no Facebook, e iremos disponibilizar atualizações de nossas iniciativas aqui”, finaliza a equipe da empresa de Mark Zuckerberg ao anunciar o seu mais novo trabalho à imprensa e ao mercado.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

“Quem é jornalista é jornalista 24 horas por dia”, diz apresentadora da RBS

De segunda a sábado, o telespectador gaúcho que liga a televisão no programa 'Globo Esporte RS', às 12h50min, é recebido com um simpático “oi, gente”, frase que convida para um início de tarde repleto de informações sobre o universo esportivo. A responsável por acolher o público com tanta afeição é Alice Bastos Neves, jornalista formada na Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Famecos/PUC-RS). Ela diz que não há mais espaço na programação para frieza e afirma que é necessário demonstrar bom humor e carisma. Natural de Pelotas, a apresentadora mudou-se para Porto Alegre aos 4 anos de idade. Quando criança, pensava em ser psicóloga, “provavelmente porque a mãe de alguma colega tinha essa profissão”, brinca.
quem-e-jornalista-e-jornalista-24-horas-por-dia-diz-apresentadora-da-rbsDe segunda a sábado, Alice Bastos Neves está à frente do 'Globo Esporte RS' (Imagem: Natalia Lavratti)Alice ingressou na Famecos em março de 2002, frequentando as aulas do turno da manhã. “Me senti acolhida na Faculdade”, lembra. No mesmo período, prestou vestibular para o curso de Educação Física. Durante três semestres, ela aliou os estudos de Jornalismo com as aulas da Escola de Educação Física (Efed) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas os horários e a rotina de atividades na Famecos acabaram mantendo o foco da apresentadora apenas na produção jornalística.

Durante os anos que frequentou a Faculdade, além de ter se encantado pelo famoso capuccino do bar, Alice se fascinou pelas aulas de rádio, de diagramação e de redação jornalística. “Sempre achei que trabalharia com jornalismo cultural e rádio, mas acabei apenas fazendo um estágio curricular nessa área”, diz. Quando se formou, enviou currículo para a RBS TV. A vaga disponível na época era para repórter. Sem nunca ter feito um teste para trabalhar na televisão, ela encarou o desafio. A proposta da entrevista era ler a “cabeça” de uma matéria. “O teste foi assustador. Quando a luz vermelha acendesse, eu deveria começar a falar”. O texto começou a passar no teleprompter e, somente após ter sido alertada pelo Diretor de Imagem presente no estúdio, Alice começou a gravar o programa. Apesar do nervosismo, ela conquistou a vaga de repórter.

Sobre o período de experiências na graduação, a jornalista reflete que a Famecos proporciona muitas mudanças no jeito de ser, de pensar, de falar e até de se vestir. As lembranças da Universidade e do Prédio 7 são positivas. Muitas tardes foram passadas com os amigos na antiga biblioteca da PUCRS e nos gramados que a cercam. Alice lembra da cerimônia e da festa de formatura como momentos emocionantes. Oradora da turma, ela pensou em escrever um discurso que se adequasse tanto aos formandos, quanto aos professores e aos convidados. “Depois eu fiz um festão. Acho que esse momento tem que ser muito comemorado”, recomenda. À frente do Globo Esporte RS, Alice afirma que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito por ser mulher e trabalhar com futebol. Ao final, ela lamenta que esse tipo de pergunta ainda seja feita com recorrência e torce para que, em breve, o questionamento sequer seja cogitado.

Em 2015, Alice apresentou à população gaúcha seu primeiro filho, Martin. No dia a dia de trabalho aliado à maternidade, ela conta com o apoio da família. O marido, David Riesinger, foi atleta de tênis e compreende como é a rotina que envolve a cobertura esportiva. Os pais da pelotense também apoiam a jornada profissional da apresentadora. No início, eles gravavam todas as aparições da filha na televisão em vídeo cassete, orgulhosos. Com o bom humor característico, Alice completa: “quem é jornalista, é jornalista 24 horas por dia”.
(*) Estudante de jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Famecos/PUC-RS) e integrante do projeto 'Correspondente Universitário' do Portal Comunique-se.
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Participou de algum evento relacionado à comunicação social e deseja colaborar com o formato 'Correspondente Universitário'? Produza seu texto e envie o material para jornalismo@comunique-se.com.br - com o título do projeto no assunto.
Fonte: Comunique-se

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Com desejo de equilibrar a vida, comunicadora deixa o dia a dia de agência para empreender



Lygia Pontes afirma que é possível equilibrar vida pessoal e profissional (Imagem: arquivo pessoal)

Não conseguir encontrar os amigos, se atrasar para compromissos de família, sentir dores no corpo por não ter tempo para exercícios físicos, abandonar coisas que gosta e não conseguir horário sequer para marcar consultas médicas. Não só na comunicação, mas em outras áreas, é comum ver pessoas que se dedicam quase 100% à vida profissional. Era exatamente isso que acontecia com Lygia Pontes, formada em RP pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e atual advisor e consultora. Com desejo de equilibrar a vida, ela deixou o emprego para empreender. "Comecei a me dar conta de que precisava encontrar o equilíbrio entre trabalho e lazer".
Logo quando iniciou os estudos na USP, Lygia começou a fazer estágios e seguiu trabalhando na área depois de formada. As oportunidades de se envolver em projetos importantes como fazer gestão de crises, conceber e estruturar departamentos e definir estratégias digitais começaram a surgir e ela foi se dedicando cada vez mais. "Na área de comunicação, estar conectado 24 horas por dia e sete dias por semana é comum. No meu caso, eu levava isso como uma regra e trabalhava quase o tempo todo - do escritório ou de qualquer outro lugar em que eu estivesse. Minha vida profissional tinha praticamente 100% da minha atenção e, por isso, eu deixava de lado o que fazia parte da dimensão pessoal: família, amigos, hobbies e férias".Com o tempo, alguns sinais alertaram Lygia e ela percebeu que precisava equilibrar a vida pessoa e profissional. A consultora conta que os amigos passaram a dizer que o horário para os encontros era duas horas mais cedo, pois era o que ela costumava atrasar - quando ia -, dores pelo corpo começaram a surgir e atividades como ler, ver filmes e estudar acabaram ficando de lado. "Quando eu não estava trabalhando, ficava tão cansada, que só conseguia dormir". O estopim para mudar de vida aconteceu quando a profissional teve crise de choro no trabalho, claro. "Voltei para casa pensando em tudo e me dei conta de que precisava encontrar o equilíbrio com urgência. Geralmente, as metas e os objetivos das empresas não estão em harmonia com o que os colaboradores podem oferecer. A falta de alinhamento causa grandes prejuízos a todos os envolvidos", ressalta.
Todo o processo de mudança fez com que Lygia deixasse o trabalho e criasse seu projeto de consultoria. De acordo com a empreendedora, a proposta é auxiliar empresas e pessoas a identificarem e solucionarem problemas de modo personalizado e acessível. O plano de ação usado por ela para equilibrar as duas áreas é compartilhado em atendimentos e encontros. Embora considere a comunicação uma profissão difícil de balancear, ela afirma que é possível e alerta para que os profissionais não caiam em armadilhas. "As principais estão ligadas a não assumirmos responsabilidades. Quando acreditamos que algo não deu certo por causa de outras pessoas ou até de situações e acontecimentos ('o universo'), não existe nenhuma atitude que possamos tomar para que isso não ocorra novamente no futuro, o que nos torna apenas espectadores", comenta.
É evidente que, afirma Lygia, em algum momento a vida profissional pode exigir mais e isso acaba por adiar o lazer, mas, feito de forma consciente, não há espaço para a frustração, já que será algo passageiro. Para quem deseja iniciar planejamento de equilíbrio, a consultora apresenta cinco dicas essenciais que precisam ser levadas em consideração.  Veja aqui os conselhos de Lygia Pontes

terça-feira, 7 de junho de 2016

“Os melhores jornalistas são nômades”, avalia o apresentador Flávio Fachel

os-melhores-jornalistas-sao-nomades-diz-flavio-fachelApresentador do 'Bom Dia Rio', Fachel integrou a turma de jornalismo de 1993 da Famecos (Imagem: Reprodução/Globo)Foi por um semestre que não se formou Engenheiro Civil, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Desistiu do curso e foi servir no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR). Prestou vestibular para Comunicação e, quando se mudou para Manaus (AM) para servir como oficial de intendência, fez sua transferência para o curso na Universidade do Amazonas. Com pai publicitário, Fachel queria estudar Publicidade e Propaganda, mas por não ter o curso naquela instituição, escolheu o Jornalismo. Foi gerente comercial em uma rádio FM e, em 1991, iniciou a carreira de repórter de televisão na RBN, na época emissora afiliada à Rede Manchete.

Faltando um semestre para se formar, voltou para Porto Alegre e pediu transferência. “Eu queria me formar na Famecos. Na época, era a melhor do Brasil”. Por conta do aproveitamento das disciplinas, ainda faltavam dois anos para que ele concluísse o curso na faculdade gaúcha. Dois anos decisivos para o rumo de sua carreira.

Ainda estudante, criou o jornal Arredores junto com o colega Diego Casagrande, atual jornalista no Grupo Bandeirantes. Pensaram mercadologicamente e venderam o produto nas redondezas da Avenida Carlos Gomes. O 'Ecos da Fama', piloto de programa de TV desenvolvido por aproximadamente 100 alunos da Famecos, tem um lugar especial na memória de Fachel. “Significou o início do aprendizado de que é possível se divertir trabalhando”. O término do projeto foi consolidado com a premiação no 5˚ SET Universitário. Aos atuais estudantes da Famecos, Fachel deixa um desafio. “Que tal produzirem o Ecos da Fama 2?”.

Os projetos desenvolvidos durante a faculdade são muito valorizados por ele, que relembra com carinho a época da faculdade. “A Famecos é um lugar especial. Tive a chance de conhecer amigos e pessoas que foram decisivas na carreira”, diz, citando a então professora da Faculdade Alice Urbim. No último dia das inscrições para o projeto Caras Novas, do Grupo RBS, foi ela quem o incentivou a se candidatar. E, assim, a carreira de Fachel não parou mais de crescer. Permaneceu na empresa até 1997 como editor e repórter. Depois, foi correspondente da Rede Globo na Amazônia, onde produziu reportagens sobre denúncias ambientais para o 'Jornal Nacional', 'Globo Repórter', 'Fantástico', entre outros programas. Em 2000, tornou-se repórter especial da Rede Globo.

O gosto pela produção de jornais impressos que tinha na faculdade continuou quando se mudou para o Rio de Janeiro. Lá, Fachel criou outro jornal de bairro, semelhante ao que fez na época de estudante, e distribuiu gratuitamente no condomínio. “Eu não assinava meu nome no jornal. Acreditava que ele precisava viver sozinho”, conta. Os custos de produção eram pagos pelos anunciantes e, em um mês, ele arrecadou R$ 5 mil líquido, tendo a prova de que é possível fazer. Basta gostar. Dez anos depois, desembarcou em Nova Iorque como correspondente internacional pela mesma emissora. Em 2012, retornou à cidade maravilhosa como repórter especial.

As mudanças de Fachel condizem com sua percepção da profissão. “Os melhores jornalistas são nômades. Eles não vivem o bairro, vivem o mundo”. Hoje, apresentador e editor-executivo do telejornal 'Bom Dia Rio', da Rede Globo, ele continuou fazendo. Participou da modificação de perfil do programa, tornando-o mais crítico e opinativo. O lado criativo que o levou a ter a publicidade como primeira opção quando prestou vestibular ainda permanece. Além de criar maneiras de contar histórias no jornalismo, ele produz campanhas e anúncios na agência de seu irmão, Rodrigo Fachel Publicidade.

A diversão unida ao trabalho e a proatividade persistem na carreira de Fachel até hoje. As características são heranças do 'Ecos da Fama', primeiro projeto lembrado pelo jornalista quando questionado sobre a faculdade. “A Famecos foi o lugar onde tive a oportunidade de experimentar”.
(*) Integrante do projeto ‘Correspondente Universitário’ do Portal Comunique-se. Estudante do curso de jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Famecos/PUC-RS).
Fonte: C-SE

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Jornalistas destacam peculiaridades da assessoria nas áreas política e cultural

As especificidades e os desafios do trabalho de assessoria de imprensa nos campos político e cultural foram temas de duas palestras realizadas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, na última semana. Fernando Busian, 41, que é assessor da Presidência da Câmara Municipal de São Paulo, e Marina Santa Clara Yakabe, 34, assessora dos rappers Rael e Emicida, foram convidados pela jornalista e professora Patrícia Paixão, para compartilhar suas experiências com os alunos do quinto semestre do curso de jornalismo. Leia a íntegra.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Para jornalista, repressão na periferia é ignorada pela grande mídia

A Semana de Comunicação da Faculdade do Povo de São Paulo (Fap-SP), realizada de 5 a 9 de outubro, recebeu o jornalista Fausto Salvadori Filho, um dos fundadores da Ponte Jornalismo, site de Segurança Pública e Direitos Humanos, focado na realidade das populações das periferias.
O jornalista falou sobre o desenvolvimento, as dificuldades e os bastidores das coberturas feitas pela Ponte, que muitas vezes aprofundam problemáticas ignoradas pela grande imprensa. “O foco dos grandes veículos é a violência que atinge a classe média. Para eles, mais vale um morto em um bairro nobre que dezenas de mortos em uma região da periferia”, destacou.
fausto-salvadori-filhoFausto Salvadori Filho durante conversa com estudantes de jornalismo (Imagem: Divulgação/Fap-SP)Salvadori Filho falou sobre os profissionais que compõe a equipe da Ponte e as repercussões de algumas matérias publicadas no site. Ele relembrou o caso do jovem José (nome fictício), um garoto negro que foi preso injustamente acusado por roubo de carro, em março do ano passado. Após a matéria feita pela Ponte, provando sua inocência, o jovem foi libertado. 
“É raro termos uma resposta tão rápida e fácil com o trabalho, como tivemos naquele caso”, disse. Na ocasião, um vídeo produzido por outros dois fundadores da Ponte foi apresentado à Justiça como prova da inocência do garoto.
Ao conversar com estudantes da Fap-SP, o palestrante revelou que os integrantes da Ponte definem as atividades do site não mais como as de um coletivo, mas como de “uma facção de jornalistas que quer contar histórias que não são contadas normalmente”.
O repórter afirmou que não sofre a repressão que aflige a população das periferias, por ter nascido no interior, ser branco e “ter cara de ‘nerd’”. A respeito disso, ele questionou os alunos da faculdade, moradores da periferia, sobre a visão que eles têm sobre o jornalismo policial.
Jornalista há 16 anos, Salvadori Filho trabalhou como repórter e editor em diversos sites, revistas e jornais, com passagens pelas redações de veículos como Folha de S. Paulo, Vice, Galileu, Trip, TPM, Metro e Jornal da Tarde. Desde 2008, é jornalista concursado da Câmara dos vereadores de São Paulo. Em 2013, recebeu menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog, pela reportagem “Em busca da verdade”, publicada pela revista Apartes.
(*) Integrantes do projeto ‘Correspondente Universitário’ do Portal Comunique-se. Estudantes do 5º semestre de jornalismo da Faculdade do Povo de São Paulo (Fap-SP).
Participou de algum evento relacionado à comunicação social e deseja colaborar com o formato 'Correspondente Universitário'? Produza seu texto e envie o material para jornalismo@comunique-se.com.br - com o título do projeto no assunto e aos cuidados do editor Anderson Scardoelli.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Produtora de filmes adultos, Brasileirinhas abre vaga para estágio em conteúdo

Responsável pela produção de filmes pornográficos, a Brasileirinhas procura por um estudante de letras ou da área de comunicação para integrar seu time de colaboradores. Mas calma, a busca não visa encontrar um novo talento para ser estrela das produções da marca. A empresa está, na verdade, com processo seletivo aberto para estágio em conteúdo.
brasileirinhas-vaga-estagio-conteudo
Na descrição da vaga publicada no site Trampos.co, a equipe da Brasileirinhas divulga que o aluno universitário que tiver interesse na oportunidade vai atuar na produção de textos – o que deve envolver conteúdo para o site e as contas em redes sociais mantidas pela produtora. O valor da bolsa-auxílio não foi divulgado, mas vale-transporte, vale-alimentação e horário flexível são alguns dos benefícios oferecidos.
Os interessados no estágio devem preencher os cinco requisitos mínimos exigidos pela empresa do mundo erótico: dominar a norma culta da língua portuguesa; ter conhecimento em SEO; facilidade para atualizar e descrever conteúdos; possuir conhecimento do pacote Office (Word e Excel); e residir no estado de São Paulo. O selecionado irá trabalhar no escritório da empresa localizado próximo à estação República do metrô, centro da capital paulista.
Para fazer do processo seletivo na tentativa de se tornar estagiário da Brasileirinhas, os estudantes de comunicação e letras devem se candidatar via trampos.co. Publicada no início da tarde desta sexta-feira, 29, a oportunidade já conta com 93 candidatos, conforme observou a reportagem do Comunique-se às 19h45.
Fonte: C-SE

domingo, 14 de julho de 2013

Editor está em lista de profissões com maiores perdas salariais

Escrito por Redação Comunique-se

Nos últimos anos, editores ganharam menos. É o que revela a pesquisa Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, divulgada nessa quarta-feira, 3, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo comparou os salários de profissionais admitidos em janeiro de 2009 com os vencimentos dos contratados em dezembro de 2012, segundo a Veja.com.
No ranking, os profissionais do setor editorial ficaram em oitavo lugar entre as profissões que diminuíram os salários, com queda de 11,9%. A maior diferença foi constatada na função de delegado, que declinou 64,4%. Os engenheiros ocupam a segunda posição (52,6%) e os chefes de cozinha a terceira (37,3%).
Para a realização da pesquisa, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foram extraídos. Segundo as informações, os valores foram atualizados para preços de dezembro de 2012, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Dessa forma, excluiu-se o efeito da inflação no período.
editor0407Entre 2009 e 2012,  salário de editores teve queda de 11,9%
(Imagem: Divulgação)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Comunique-se e Deloitte divulgam resultados de estudo sobre jornalistas


Realizada pelo Comunique-se, em parceria com a Deloitte, considerada uma das maiores consultorias e auditorias do mundo, os resultados da pesquisa "Fala, Jornalista!" foram divulgados nesta manhã, 23. Trata-se de um estudo que revela a opinião dos jornalistas sobre uma série de assuntos relacionados ao dia a dia do trabalho na imprensa e ao movimento do mercado de comunicação corporativa. Confira aqui.