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terça-feira, 9 de abril de 2024

Mesmo com desoneração, trabalho formal de jornalistas encolhe 21% em nove anos

Estudo do Dieese mostra que a categoria saiu de 60.899 empregos celetistas, em 2013, para 47.900 postos com carteira assinada, em 2021, último ano da série histórica

O mercado de trabalho formal para jornalistas no Brasil encolheu 21,3% no intervalo de nove anos. Em números absolutos, a categoria saiu de 60.899 empregos celetistas, em 2013, para 47.900 postos com carteira assinada, em 2021, último ano da série histórica.

É o que mostra estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De acordo com o Dieese, 2013 foi quando se deu o auge do emprego formal para a categoria assalariada. Embora haja um crescimento de 7,7% na comparação com 2020 – quando 44.473 pessoas trabalhavam na área em regime celetista –, o mercado de trabalho dos jornalistas brasileiros ainda não alcançou plenamente o nível de empregabilidade formal pré-pandemia de covid-19.

Para a presidenta da FENAJ, Samira de Castro, o estudo do Dieese confirma que a desoneração de contribuições previdenciárias da folha de pagamentos – implantada como medida temporária pelo governo federal em 2011 e desde então renovada –, não contribuiu para gerar novos empregos ou mesmo manter os postos formais no setor de Comunicação.

 “Nota-se claramente um aumento dos empregos em 2013, segundo ano após a implantação da medida, mas é uma situação que não se mantém ao longo da série histórica”, disse.

A dirigente sindical acrescenta que os 31 Sindicatos de Jornalistas filiados à FENAJ já constatavam na prática essa redução do mercado formal de trabalho, a partir das homologações de contratos que eram feitas obrigatoriamente perante as entidades laborais até 2017.

“Há um visível enxugamento dos empregos com carteira assinada, sobretudo nos veículos jornalísticos tradicionais. Esse fenômeno se dá tanto pela chamada integração das redações quanto, a partir de 2018, pelos impactos da contrarreforma trabalhista."

Ou seja, a desoneração da folha de pagamentos não se confirmou como geradora de empregos para o setor de Comunicação.

“Após as demissões em massa, os chamados passaralhos, nas redações integradas, os patrões passaram a exigir que um mesmo profissional produzisse matérias para diversos veículos do mesmo grupo de mídia. Isso, sem que houvesse qualquer compensação financeira pelo acúmulo de funções”, completa Castro.

A precarização do emprego dos jornalistas veio acompanhada, segundo a presidenta da FENAJ, pelo crescimento da utilização de novas tecnologias comunicacionais para a produção de Jornalismo, como os smartphones e as ferramentas de acesso à internet móvel, e pelo crescimento da presença das plataformas digitais de redes sociais.

“Abriu-se a crise do modelo de negócios das empresas jornalísticas: o lucro baseado na venda de anúncios publicitários cai, a partir do direcionamento da publicidade para as plataformas”, explica.

Extinção de funções

Dos 47,9 mil trabalhadores da área, a maior parte estava empregada formalmente nas ocupações/funções de Jornalista, com 21%, equivalente a 10.101 postos de trabalho. Em seguida, Assessor de Imprensa, com 20%, (9.474 empregos). Na sequência: Editor (17%, ou 8.240 trabalhadores), Repórter (exceto Rádio e Televisão), com 10% ou 4.757; Revisor de Texto (7%, ou 3.488) e Repórter de Rádio e Televisão (5%, ou 2.589).

Observando o movimento entre 2020 e 2021, oito ocupações/funções sofreram redução do número de vínculos: Âncora de Rádio e Televisão; Crítico; Editor de Jornal; Editor de Mídia Eletrônica; Editor de Revista; Editor de Texto e Imagem; Repórter (exceto Rádio e TV); e Repórter Fotográfico.

Mas o dado preocupante é que, em relação a 2013, praticamente todas as funções apresentaram queda no número de trabalhadores, com exceção de: Editor de Mídia Eletrônica (que cresceu 61,1% no período).

As principais perdas ocorreram em Editor de Revista (62,5%), Repórter Fotográfico (60,5%), Editor de Texto e Imagem (57,4%), Arquivista Pesquisador (56,9%) e Editor de Jornal (50%).

Conforme o Dieese, na análise da série histórica, nota-se o impacto do crescimento, ao longo dos anos, do emprego em áreas ligadas à internet, como portais e jornais virtuais.

“Esses empregos nos chamados veículos nativos digitais, no entanto, não são capazes de suprir a demanda de empregabilidade da categoria”, comenta Castro.

Leia mais: CUT


terça-feira, 19 de maio de 2020

No Brasil, jornais cortam jornada e salários de jornalistas durante pandemia

A crise do modelo de negócios do jornalismo tradicional se acirrou com a pandemia de coronavírus. No Brasil, jornais estão demitindo, reduzindo salário e cortando jornada de trabalho de jornalistas com o argumento de que já estão sentindo os efeitos da crise econômica. Segundo a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), há registro de cortes de até 70% na remuneração dos profissionais.
“A gente vê com muita preocupação esta situação. A pandemia agrava uma crise que vem afetando os meios de comunicação no Brasil desde 2013, quando começa uma onda de demissões. Como sempre a saída mais fácil é penalizar o trabalhador,” disse ao Centro Knight Maria José Braga, presidente da Fenaj.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Dia do Jornalista: reflexões, sonhos e lutas


por Alfredo Costa
Hoje, dia 7, em matéria especial, o site Comunique-se aborda o que executivos e diretores de redação esperam dos novos profissionais. 
Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal destaca que "assassinatos, passaralhos, precarização, inclusão em rankings de piores profissões, agressões e outras formas de violência" revelam alguns dos riscos da função de jornalista, mas adverte que "o profissional não pode e não deve ser confundido com a linha editorial de seu veículo e deve ter seu trabalho respeitado". 
A Federação Nacional do Jornalistas - Fenaj  reafirma os compromissos profissionais da categoria e pede "apoio da sociedade brasileira para a reconquista da regulamentação da profissão, com a aprovação da PEC que restitui a exigência do diploma de Jornalismo para o exercício profissional". Solicita também "o reconhecimento da importância do Jornalismo e do papel social dos Jornalistas. Leia a íntegra do texto intitulado "Sonhos e lutas transformarm a a realidade".
Leia mais no blog Jovens Jornalistas.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Você sabe onde a maioria dos jornalistas consegue emprego?

Assessoria de imprensa é a maior empregadora da categoria

Em referência ao Dia do Jornalista (7 de abril), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) disponibilizou o relatório final da pesquisa “Perfil profissional do jornalista brasileiro”, baseada em respostas de mais de dois mil profissionais de todo o Brasil. Além do caráter metalinguístico do relatório – o jornalista adotando a si próprio como fonte - os números em si chamam bastante a atenção.

A proporção feminina na área é grande: 64% dos profissionais da imprensa são mulheres. Nesse contexto, porém, os homens recebem salários maiores: 50% têm vencimentos superiores a cinco salários mínimos.
São Paulo revelou ser o grande centro brasileiro jornalístico, por ser o Estado que, sozinho, concentra 40% dos trabalhadores da categoria. Ressalte-se também a quantidade de ex-aprendizes: 76% já foram estagiários. Mesmo assim, podemos perceber que 24% de profissionais ausentes da fase de ensino prático ainda é um número alto, considerando-se o peso do estágio para a profissionalização.

Um destaque importante da pesquisa da Fenaj é a representação da assessoria de imprensa. Afinal, 68% são contratados privativamente como assessores, sendo que todas as outras funções pertinentes ao Jornalismo espremem-se em 32%. Quando o gabarito do pesquisador disponibilizava ao profissional escolher mais de uma atividade desenvolvida, ainda assim venceu o assessoramento, com 88% das escolhas.
artigo-ai"Afinal, 68% são contratados privativamente como assessores, sendo que todas as outras funções
pertinentes ao Jornalismo espremem-se em 32%" (Imagem: Comunique-se Educação)
Tais números confirmam o que já sabíamos. A assessoria de imprensa, apesar de não ser reconhecida como categoria, é a maior empregadora jornalística, tanto de recém-formados como dos profissionais cuja estrada é maior, por vezes expurgados da constante roleta russa dos veículos de mídia. É sabido que o mercado pode ser um pouco “cruel” com os profissionais de pouca vivência ou que já alcançaram uma idade avançada. Podemos conceber a assessoria, portanto, inclusive como cumpridora de importante função social, ao oferecer aos jovens ou experientes jornalistas a oportunidade de mostrar seu valor.

Faça o download do estudo completo promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da UFSC, em convênio com a Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Fenaj divulga amanhã perfil do jornalista brasileiro


A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lança amanhã, 4 de abril, em entrevista coletiva à Imprensa, o relatório final da pesquisa "Perfil profissional do jornalista brasileiro". A atividade será às 14h30, no Hotel Aracoara, em Brasília. O lançamento do relatório da pesquisa marca as atividades do Dia do Jornalista - 7 de abril.

domingo, 20 de maio de 2012

Fenaj convoca Dia Nacional de Mobilização em defesa do piso dos jornalistas

A Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj e os Sindicatos de Jornalistas preparam, para o dia 30 de maio, um Dia Nacional de Mobilização em defesa da aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto do deputado federal André Moura (PSC/SE) que propõe o piso salarial da categoria. A data coincide com o lançamento oficial da Frente Parlamentar e da campanha pela aprovação do PL 2.960/2011. 

O lançamento oficial da Frente Parlamentar e da campanha pela aprovação do PL 2.960/2011 será no dia 30 de maio, uma quarta-feira, às 16h, no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Além da presença da diretoria da Fenaj, os Sindicatos de Jornalistas foram convocados a enviar representantes para a atividade.

sábado, 16 de outubro de 2010

Carta aberta aos presidenciáveis



Os jornalistas brasileiros, legitimamente representados pela FENAJ e os seus 31 Sindicatos filiados, vêm a público reivindicar dos candidatos à Presidência da República que se comprometam com as bandeiras da democratização da comunicação e com a defesa do Jornalismo como bem público essencial à democracia, e dos jornalistas como categoria profissional responsável pela efetivação do direito da sociedade à informação.

Há no país uma ação permanente patrocinada pelos grandes grupos de comunicação para desqualificar o Jornalismo, confundindo propositadamente a produção de informação com entretenimento, ficção e mera opinião. Igualmente, a categoria dos jornalistas sofre ataques à sua constituição e organização.

Por isso, mais uma vez, os jornalistas brasileiros afirmam a defesa da regulamentação da profissão e conclamam a futura ou futuro presidente a apoiar a luta pela aprovação das Propostas de Emendas Constitucionais (PECs), em tramitação no Congresso Nacional, que restituem a exigência da formação de nível superior específica para o exercício do Jornalismo.

Nossa categoria entende que a luta pela regulamentação da profissão e pela democracia da comunicação é de interesse público. Baseada nesta compreensão, pede a continuidade da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) como instância democrática e plural de discussão e deliberação das políticas públicas para o setor.

Afirmamos a necessidade de o governo brasileiro dar sequência às decisões da 1ª Confecom, destacando como prioridade a criação do Conselho Nacional de Comunicação como instância deliberativa, do Conselho Federal de Jornalistas (CFJ) e do Código de Ética do Jornalismo assim como a aprovação de uma nova e democrática Lei de Imprensa para o país.

Os jornalistas brasileiros têm a certeza de que o futuro ou futura presidente da República comprometer-se-á com a construção desse grande projeto nacional porque significa a defesa da Liberdade de Expressão e Imprensa e da democracia no Jornalismo, na Comunicação e no Brasil.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sindicato defende filiação de jornalistas sem diploma que exerçam a profissão



Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo anunciou que pretende filiar jornalistas sem diploma, mas que exerçam a profissão. Proposta deverá ser discutida com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Leia também:

Em alusão a Gilmar Mendes, jornalistas de Campinas desfilam na ala dos cozinheiros

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Nova carteira da FENAJ começa a ser emitida


Fenaj está recebendo a partir desta semana processos encaminhados pelos Sindicatos da categoria para a emissão da nova carteira de identidade profissional de jornalista.

Em formato de cartão magnético, novo documento, que terá validade de três anos, será produzido num prazo médio de 20 dias.

sábado, 19 de dezembro de 2009

1ª Confecom foi espaço de definições sobre políticas de comunicação no Brasil, diz Fenaj


Em editorial, Federação Nacional do Jornalistas - Fenaj registra que, com a 1ª Conferência Nacional de Comunicação - Confecom, "pela primeira vez, governo federal, outros setores do poder público, sociedade civil e segmentos do setor empresarial engajaram-se na construção de um espaço democrático de diálogo e de definição de posições que colaboram para a definição de políticas públicas para o setor de comunicação".

terça-feira, 28 de julho de 2009

Supremo errou, cabe consertar, diz professor de Jornalismo da ECA-USP


A propósito do fim da obrigatoriedade do diploma, o sociólogo, jornalista e professor de Jornalismo da ECA-USP Laurindo Lalo Leal Filho diz que "Supremo errou, cabe consertar".

Post Queda do diploma faz universidade cancelar turma de jornalismo do site Comunique-se atrai comentários de diversos Jornalistas e Professores.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ensino de Jornalismo não foi extinto, diz Fenaj


Também não se alteram as regras de concursos públicos para assessoria de imprensa. O Estado tem a competência para definir as qualificações necessárias para as carreiras públicas. Se quiser, inclusive, além da graduação, pode exigir especializações, mestrados e doutorados.

Veja a íntegra de Carta Aberta do presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, encaminhada, em nome da Executiva da Federação, a dirigentes dos 31 sindicatos de jornalistas, diretoria da entidade e Comissão Nacional de Ética, com orientações sobre procedimentos após decisão do STF de extinguir exigência do diploma para exercício da profissão.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Fórum sistematiza contribuições às diretrizes


Fórum Nacional de Professores de Jornalismo - FNPJ decidiu manter coleta de sugestões ao documento “Proposta do FNPJ para a reformulação das diretrizes curriculares em Jornalismo”. Professores e demais interessados em apresentar propostas podem fazê-lo diretamento por meio dos e-mails: diretrizesjornalismo@fnpj.org.br e dirfnpj@gmail.com.

Prazo definido para recebimento de críticas e sugestões vai até 18 de maio.

Especialistas discutem curso de jornalismo

Em Recife, durante encontro promovido pela comissão de especialistas criada pelo Ministério da Educação, presidente da Fenaj, Sérgio Murilo, destacou a defesa histórica da entidade pela formação específica.